Uma Jatobá sustentável

Uma Jatobá sustentável

Olá, amigos! Há poucos dias tive a oportunidade de fazer uma entrevista com a jornalista e escritora, Rosana Jatobá, referente a uma de suas obras que foi lançada recentemente. Confiram!

César Paranhos, Jornalista do Portal da Cidade!

A carismática e gentil Rosana Jatobá, que se formou em jornalismo e logo estreou na televisão como a moça do tempo, anos mais tarde migrou para a internet e posteriormente também ao rádio. Hoje madura e experiente desenvolveu ainda mais o seu amor pelo meio ambiente e todos os aspectos que o cercam. Jatobá buscou um novo espaço profissional, dessa vez no universo literário e lançou seu primeiro livro Questão de pele sobre a temática sustentabilidade.  Em uma conversa descontraída com o “seu colega” de profissão, a jornalista concedeu uma entrevista sobre o seu livro e carreira confira.

Durante a sua carreira jornalística, você sempre demonstrou interesse pelo tema sustentabilidade. Quando essa consciência ecológica despertou?

Rosana Jatobá: Sempre estive conectada com a natureza, sou uma soteropolitana criada na praia e na fazenda. Mas profissionalmente essa conexão aconteceu há seis anos após assistir a uma palestra do ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore e a partir desse momento, eu comecei a estudar as condições climáticas exatamente por conta da minha atividade como moça do tempo na Tv Globo e então, me tornei colunista do portal G1 sobre sustentabilidade e a minha ideia é essa disseminar, o conceito de sustentabilidade em várias mídias para diversos públicos, tornando-o recorrente e habitual na vida das pessoas.

Questão de pele é o seu primeiro trabalho no universo literário. Como foi o processo de desenvolvimento do livro para você?

Rosana Jatobá: Questão de pele surgiu graças ao meu trabalho no G1, onde eu já escrevia crônicas sobre sustentabilidade, mas a ideia de fazer um livro foi do coordenador editorial Pedro Paulo Sena Madureira, que após ler algumas crônicas achou que elas possuíam um tom leve e sofisticado e ao mesmo tempo simples. Bem a calhar com o que o público gostaria de ouvir sobre o tema, fugindo daquela linguagem técnica e biodesagradável, segundo a ministra do meio ambiente Izabella Teixeira e o meu desafio foi fazer uma abordagem mais simpática atraente e sedutora a sustentabilidade. Questão de pele tenta despertar essa paixão nos leitores por um tema genuinamente brasileiro e atual como é o meio ambiente e a sustentabilidade.

O seu colega de profissão, o jornalista Edney Silvestre encontrou no romance, um caminho de mesclar ficção com realidade e descobriu uma verdadeira paixão pela literatura. Você também pensa em seguir como escritora?

Rosana Jatobá: Eu penso em seguir sim, inclusive já tenho mais dois livros prontos esperando para serem lançados. Um é o Manual de como ser sustentável, onde eu dou dicas sobre como você pode se tornar uma pessoa sustentável, além de buscar informações científicas sobre o assunto. Já o outro livro aborda as maiores catástrofes ambientais do planeta. Revelando as principais catástrofes dos últimos anos e serve para alertar o público sobre a degradação ambiental que estamos vivendo.

De modo prático como o jornalismo pode realmente contribuir à sustentabilidade?

Rosana Jatobá: Eu acredito que o jornalismo pode contribuir para a sustentabilidade de diversas formas e maneiras, desde dando dicas sobre como ser sustentável dentro de casa com mudanças simples e habituais no cotidiano, até mesmo provendo debates aprofundados sobre o tema com especialistas de meio ambiente. Acho que os jornalistas de todos os segmentos como, por exemplo, dos cadernos cidade e saúde podem trabalhar a sustentabilidade promovendo o conhecimento e bem-estar para a população.

Nós sabemos que no Brasil existem coisas que dão certo e outras que não. Em sua opinião, o que falta para despertar uma consciência sustentável na população?

Rosana Jatobá: Infelizmente no Brasil as coisas só dão certo quando afetam o bolso do brasileiro, então no meu programa de rádio Conversa com a Jatobá nós abordamos a sustentabilidade de modo mais popular possível dizendo: você quer economizar R$ 500,00 por ano na sua conta de luz? Apague a lâmpada ao sair do cômodo. Eu acredito que a melhor opção é monetizar a sustentabilidade na vida das pessoas.

Para boa parte da população, sustentabilidade significa reciclar o lixo separando-o de acordo com as cores: vermelho, verde, amarelo, azul e marrom. Você acredita que falta uma educação ambiental, desde a infância nos colégios?

Rosana Jatobá: Sim, acredito que a educação ambiental é imprescindível nos colégios já na infância e existem políticas públicas sobre o assunto em pauta a serem implementadas pelo Congresso Nacional. Mas hoje, as próprias crianças estão repreendendo aos pais para realizar a coleta seletiva e não desperdiçarem alimentos e os recursos naturais. Entre tanto, preservar o ambiente é um dever de todos e não se pode apenas ficar esperando as intervenções governamentais.

O que a Rosana Jatobá faz habitualmente e em sua casa por um mundo mais sustentável?

Rosana Jatobá: Antes de começar a escrever sobre o assunto eu já havia implantado na minha casa a coleta seletiva que é muito mais do que apenas separar o lixo, mas sim garantir a destinação correta dele por meio das cooperativas responsáveis pela realização final desse processo de reciclagem. Além de valorizar e educar os profissionais que cuidam da minha casa, despertando o olhar ambiental de cada deles, porém o fundamental é saber que as pequenas mudanças nas ações do nosso dia a dia, é o vai colaborar para um planeta melhor.